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Pauta constante da Agenda Pública, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão sendo adotados como premissa de muitas iniciativas de cunho social.

Fruto de um esforço multissetorial que engloba empresas, ONGs, Academia e Governo, os 17 objetivos globais propostos pela ONU são metas que, se cumpridas, nos darão o privilégio de ser a primeira geração a erradicar a pobreza extrema, além de poupar os futuros habitantes do planeta das piores consequências das mudanças climáticas.

Os ODS são uma evolução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estipulados no ano 2000, com o intuito combater a pobreza, a fome e demais desafios sociais enfrentados no início do século XXI. O êxito alcançado com os ODMs gerou a necessidade da criação de um programa com objetivos universais bem mais abrangente.

Neste contexto, em 2015 a ONU lançou a Agenda 2030, que possui como o eixo central os 17 ODS, formados por 169 metas, que contemplam três dimensões do desenvolvimento sustentável – ambiental, social e econômica – e 231 indicadores globais.

Muito além de estabelecer uma orientação unificada, aplicável a todos os países do mundo, capaz de garantir o desenvolvimento sustentável, os ODS podem trazer oportunidades de negócios para as empresas e garantia do desenvolvimento de projetos para a sociedade civil.

Conheça os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável-01Fonte: ONU BR

Implantação dos ODS no Brasil

É de responsabilidade dos governos o acompanhamento e a revisão do progresso obtido na implementação dos objetivos globais. Nos países do Mercosul e no Chile, o acompanhamento dos indicadores é desempenhado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como a Agenda 2030 também prevê que o quadro global de indicadores seja complementado por indicadores de nível nacional, o IBGE criou a Plataforma Digital ODS, que disponibiliza informações da implantação dos objetivos no Brasil.

No entanto, os objetivos devem ser executados de forma colaborativa e coordenada, envolvendo diversos atores da sociedade. Para monitorar esses esforços, desde 2017 o Brasil integra a Plataforma de Filantropia para os ODS (SDGPP, na sigla em inglês).

O SDGPP é uma rede global que reúne filantropos e investidores sociais com o intuito de potencializar o alcance da Agenda 2030 como ferramenta norteadora para o investimento social privado. Pensando nisso, a SDGPP estabeleceu diretrizes para envolver a filantropia no planejamento da implementação nacional dos ODS em oito países-piloto: Brasil, Colômbia, Gana, índia, Indonésia, Quênia, EUA e Zâmbia.

Nesse sentido, a Plataforma de Filantropia para os ODS brasileira pode atuar como um catalisador e agente multiplicador de informações, uma vez que fornece espaço para os investidores compartilharem suas visões e experiências nas discussões de políticas de governança dos ODS com a iniciativa pública e agentes sociais.

A publicação “Filantropia e os ODS: O investimento social privado brasileiro engajado na agenda global do desenvolvimento”, lançada pelo PNUD, destaca que um dos objetivos da plataforma é o compartilhamento de dados de forma colaborativa afim de promover um desenvolvimento conjunto, assim como de fomentar a transparência do setor em relação aos objetivos.

ODS na prática: Oportunidades e Estratégia

De acordo com um relatório lançado pela Business and Sustainable Development Commission (Comissão de Desenvolvimento Sustentável e Empresarial), a adoção dos ODS pode gerar cerca de US$ 12 trilhões em oportunidades de mercado para aquelas empresas que tiverem suas estratégias alinhadas às metas da Agenda 2030.

Pensando na relação da iniciativa privada com os objetivos globais, o Projeto SDG Compass desenvolveu o Guia dos ODS para Empresas, que contempla análises de como o objetivos podem potencializar as vantagens competitivas das empresas e ainda oferece diretrizes para sua implementação.

Embora a discussão em torno das oportunidades trazidas pelos ODS seja relativamente recente, o Censo Gife de 2016 já apresentava que apenas 10% dos entrevistados se consideravam com pouco ou nenhum conhecimento dos objetivos, enquanto 51% declararam considerar os ODS como referência, alinhando-os aos projetos e programas já existentes.

Iniciativas que se baseiam nos ODS estão sendo colocadas em prática em todos os cantos do Brasil. Aqui no Prosas, por exemplo, divulgamos recentemente um edital do Instituto MRV cujo objetivo era selecionar projetos que contemplassem o ODS 4 (Educação de Qualidade).

Reconhecimento para o desenvolvimento

Os dados indicam que empresas com estratégias alinhadas aos ODS saem na frente, não apenas na sua atuação social, como também no seu posicionamento de mercado, uma vez que o momento se mostra propício para o surgimento de ideias inovadoras, que contribuam para a solução dos desafios de desenvolvimento sustentável.

Já as Organizações da Sociedade Civil desempenham um papel fundamental no processo de construção dos indicadores nacionais e também na produção e mensuração de dados. Prova disso foi a entrega do “Relatório Luz da Sociedade Civil sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, na edição de 2017 do Fórum Político de Alto Nível da Organização das Nações Unidas.

No Brasil, iniciativas que promovam a prática dos objetivos são reconhecidas por meio Prêmio ODS Brasil, desenvolvido pelo Governo Federal. A competição contempla os diversos atores envolvidos na implementação dos ODS no Brasil, premiando organizações sem fins lucrativos, empresas, instituições de pesquisa/ensino e o governo. Você pode conferir os projetos finalistas aqui.

E você, já pensou de que forma pode contribuir para o alcance dos objetivos globais?

Suas iniciativas podem ser de grande importância para que o Brasil consiga implementar com sucesso as metas dos ODS e, assim, se tornar um país capaz de oferecer oportunidades de forma mais igualitária e sustentável.

 

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